A religião dos brasileiros.
Hoje é feriado no Brasil, e quando eu era criança, achava que era o meu dia. Já descobri que o comércio aproveitou o feriado de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil. Eu sei que ela não é minha senhora, mas este é o título.
O brasileiro é um povo bom, crente, até demais. A gente acredita em qualquer coisa que diz que tem algum poder, somos mito místicos, não temos dificuldade de crer no metafísico, está dentro de nós. Nossa dificuldade é sair desse emaranhado sincretista e elucidar um fé autentica e que por conseguinte permite um relacionamento com Deus.
Neste contexto, a religião se torna um dificultador, afinal, quantas religiões temos em vigência hoje. Uma pesquisa nos diz que 11 % dos brasileiros tem mais de uma religião, a frase chave aqui é, “mal não vai fazer”. Mais ou menos assim, sou católico apostólico romano, mas não passo debaixo de escada e acompanho o meu horóscopo, quando a coisa aperta peço oração para aquela tia da Assembléia de Deus que tem a oração mais “forte”. Somos assim, um povo crédulo, sicretista.
Hoje acordei vendo uma reportagem sobre o Círio de Nazaré. Pessoas de fé, gente que paga promessa com vontade, ajoelhada, sangrado pedindo a graça ou agradecendo a graça recebida. Outros segurando uma corda imensa para retribuir a graça recebida. Alguém aí percebeu o paradoxo? Retribuinr graça? Pra que?
Graça, já diz o nome, não se retribui, não se paga, não se retorna nada, é fim de ciclo, alcançou e pronto. Só podemos conviver com o sentimento de imerecimento e de favoreciemento que recebemos, se tivermos que retribuir, pagar ou fazer qualquer coisa em troca, deixou de ser graça.
Ontem passamos o dia mais perto da nossa comunidade. Foi o nosso anual dia de Ação Social. (http://www.ibnovavida.com.br). Qual é a idéia? De graça recebemos, de graça damos, simples assim. Quem espera agradecimento ou reconhecimento não entendeu o que é graça.
Gostaria muito que esse povo brasileiro conhecesse o Deus de graça revelado em Jesus Cristo. Ultrapassasse a barreira da religião e dos intermediários que cobram impostos ou pedágios espirituais para se chegar até Deus e encotrasse O Caminho, A Verdade e A Vida, que escandalosamente oferece o caminho da graça ao invés do Karma ou da indulgências modernas.
Sola Gratia diria Lutero, digamos nós também: SOLA GRATIA!
pr Osmar.























Isso dói em mim também!