Permaneçam Livres.

Talvez o meu tema preferido. Ontem preguei na @ibnovavida sobre esta necessidade de se manter vivendo na liberdade que Cristo conquistou na cruz. O capítulo 5 de Gálatas começa com uma redundância paulina, foi para a liberdade que Cristo nos libertou, e depois ainda alerta, permaneçam livres, não se deixem novamente encarcerar.

O contexto da carta nos remete a uma heresia muito comum no século I, os judaizantes. Seria uma versão primária da religiosidade e da vida debaixo das leis do judaísmo como caminho para alcançar a graça. Paulo não alivia, diz que aqueles que se deixam circuncidar invalidam para si o sacrifício vicário de Jesus.

Mas o caminho de Cristo é diferente do da religião. A religião aprisiona e poda, o caminho que a cruz nos abre é o da graça, onde o nosso merecimento está totalmente vinculado ao merecimento de Jesus. Mas gostamos do karma. Gostamos de achar que esse negócio de graça é muito fácil, por incrível que pareça somos levado a uma vida de trocas com Deus por um sentimento, ainda que nobre, inútil. O de que podemos pagar pelas nossas dívidas com Deus e especialmente com nosso passado.

Aqueles que vivem assim estão acorrentados. Acorrentados pela culpa, pelo medo, pelo remorso, pela opinião de todo mundo, e finalmente, pelo Diabo. Para as pessoas acorrentadas os restaurantes não são tão grandes, afinal, daquele lado do salão pode estar aquela pessoa da qual não gosto (serve também para o salão da igreja). O seu guarda roupa não está tão a disposição, afinal, o que será que minha vizinha vai dizer se usar esta cor? Seus dias são mais sombrios e solitários pois, quem é que gosta de se relacionar com pessoas que vivem com cara de enfezados (isto mesmo, como se estivessem com prisão de ventre!)

O interessante do texto é que Paulo apóstolo deixa claro que crente também precisa de libertação. Pois se um dia foram livres, porque voltaram a viver como acorrentados pela religião, pelo pecado, ou por qualquer outra coisa que insiste em nos tolir?

No mesmo capítulo, nos versos 13 a 15, aprendemos que nossa liberdade vai até onde começa a do nosso próximo, se Jesus havia resumido os 10 mandamentos em 2, Paulo resume toda a lei em apenas 1. Amor ao próximo. Isto é, não devemos usar a nossa liberdade como libertinagem ou sem o mínimo de educação ou bom senso.

No mais, aproveite da liberdade que Jesus já conquistou para você.

pr Osmar.

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